sábado, 23 de maio de 2015

Vereadores ouvem delegadas sobre furto de respiradores


Membros da Câmara de Vereadores de Itabuna receberam nesta Ultima quinta-feira, 21, as delegadas de polícia Lideile Nobre e Magda Figueiredo, que foram ao legislativo para informar sobre o andamento das investigações do furto de quatro respiradores pulmonares do Hospital de Base. O crime, cometido em março de 2014, ainda não teve o inquérito concluído. O requerimento da presença das policiais foi da vereadora Valéria Morais (PSC). Ela considerou necessário obter esclarecimentos sobre o caso, antes de decidir sobre a aprovação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), proposta pelo vereador Carlito do Sarinha (PTN). Na reunião com os vereadores, a delegada Lisdeile Nobre relatou as dificuldades encontradas na investigação. 


A maior, segundo ela, é o volume de casos sob a responsabilidade da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio e a falta de estrutura para conseguir maiores avanços em um inquérito complexo, como é o do furto dos respiradores. “Nós pegamos de 30 a 40 novos casos por dia, incluindo furtos, roubos, extorsões, entre outros”, alegou a delegada. Segundo ela, outro complicador no caso do Hospital de Base é a inexistência de nota fiscal de cada respirador para a identificação dos aparelhos pelo número de série. Lisdeile informou que os respiradores foram comprados de uma empresa suíça pelo Governo da Bahia e a nota fiscal apresentada se refere ao lote de equipamentos (não são notas individuais), sem informações detalhadas sobre cada item.

A delegada também considerou a possibilidade de que o crime tenha conotação política, mas disse que essa é uma opinião pessoal, formada a partir dos dados coletados na investigação. Os vereadores Nadson Monteiro (PPS), Antônio Cavalcante (PMDB) e Ronaldo Geraldo (DEM) fizeram vários questionamentos e lamentaram a falta de conclusão do inquérito, salientando que a comunidade cobra respostas para o furto dos aparelhos, cada um deles avaliado em cerca de R$ 45 mil. “Infelizmente, pelo que estamos observando, eu duvido que esses equipamentos sejam localizados e os autores do crime sejam punidos”, comentou Ronaldo Geraldo. Em função das dificuldades encontradas até o momento, o diretor do Departamento de Crimes contra o Patrimônio da Secretaria de Segurança Pública, delegado Moisés Damasceno, determinou que a investigação fosse avocada pela 6ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin). O caso está agora aos cuidados da delegada Magda Figueiredo, especializada na apuração de crimes em instituições financeiras.

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